domingo, 28 de agosto de 2016

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

ESPERANDO

placa; rua; calçada; ônibus; esperando; gostar; aonde; andando; parado; vida; filosofar;
Rip e Rep - Esperando


TEXTO DESCRITIVO


Rip estava de pé na calçada. Olhava pro horizonte ao lado de uma placa que ela quase não reparava. Seguiu até o amigo para perguntar.


Ao parar em frente a ele, sentiu que ele notou sua presença, mas preferiu continuar olhando na mesma direção. Como se tivesse receio de que, assim que tirasse a vista de onde estava olhando, fosse perder algo muito importante. Sentiu-se como se não estivesse mais aguentando para perguntar. Mas a quem queria enganar? Se dirigiu até ele já com a curiosidade e o desejo de fazê-lo: “Por que está parado aí?”


Confirmando o que Rep imaginara, Rip realmente notou ela chegando. Agiu naturalmente sem surpresa alguma na pergunta dela, já esperava: “Estou esperando o ônibus da minha vida. Quero chegar a algum lugar, mas ele nunca vem”, respondeu.


Rep então se  tocou. A placa ao lado de Rip está um ponto de ônibus. Ele realmente estava esperando algo e não podia perder quando este chegasse. Mas não aturou toda aquela filosofia boba. Sentiu-se como se o pouco tempo que parou ali, se questionando e ouvindo, fosse um tempo perdido em vão. Que nunca mais voltaria. Simplesmente continuou andando. A partir daquele momento, preferiu ignorar o que se passava ali.

Rip ficou consternado. No fundo queria alguém para ouví-lo. Realmente filosofava. E um filósofo sem público é como uma caneta sem papel. Queria Rep para ouvir seus pesares enquanto esperava pelo tal ônibus que finalmente ia fazê-lo seguir sua vida. Mas ela marchou sem olhar pra trás e encerrou aquilo que seria um tedioso mOnólogo com uma única frase: “Não gosto de esperar”.



WAITING
board; Street; sidewalk; bus; waiting; to like; where; walking; stopped; life; philosophize;
Rip e Rep - Waiting

domingo, 7 de agosto de 2016

AS FOLHAS

As Folhas


TEXTO DESCRITIVO

Rip e Rep continuavam sentados encarando a floresta. Rip ainda estava confuso."Não entendo. Como uma folha pode ser tão importante?". Era apenas uma folha afinal. Seu olhar estava totalmente focado nela. Estava ignorando todo o resto que havia em volta e ainda assim quase não a enxergava. O que há de tão grandioso nela? Porque Rep tanto a admirava?

A folha nem era dona de si. Estava amarrada a uma árvore. Essa sim, grandiosa, importante. Seus olhos perderam a folha de vista para apreciar aquele gigante. "Uma árvore tem centenas e folhas.", constatou. E realmente, uma árvore era dona de muitas folhas. Rep não se mexeu. Era ela que tinha dificuldades de entender, achou.

Parou de admirara a árvore e visualizou o esplendor de dezenas, talvez centenas de árvores, por toda a grande floresta. Isto sim era extraordinário, digno de admiração. E completou: "E a floresta tem milhares delas". Sim, se uma árvore era dona de tantas folhas, o que dizer então de uma floresta tão grande?.

Voltou a focar em uma folha qualquer. Ainda não entendia. Não havia realmente o que entender. Já havia chegado à suas próprias conclusões. Dessa vez, quando falou, não foi para Rep ouvir. Apenas deixou escapar. Falou em voz alta: "Uma folha é insignificante de todo o resto". 

Mas desta vez, Rep prestou atenção. Sentiu que precisa fazer o amigo entender. "Mas não existe árvore nem floresta", disse.
Rip quase não conseguiu retrucar. É óbvio que ambos existiam. Não só existiam como era o que mais importava. "O que existe, então". Se não existe tamanha grandiosidade, o que mais existiria alí? O que era aquilo tudo à sua frente afinal?


Rep, sem nem virar o olhar uma vez sequer, continuou tranquila olhando pra frente e respondeu: "Incontáveis folhinhas".




THE LEAFS

The Leafs

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

A FOLHA



TEXTO DESCRITIVO

Rip estava sentado na colina olhando a floresta ao longe. Rep estava de passagem quando viu Rip sentado ali, concentrado na paisagem. Rip não tirava seu olhos da floresta.

Rep se sentou. Rip deixou de se concentrar na floresta inteira e mudou seu foco para uma árvore que ficava mais próxima. Ele percebeu a presença de Rep e resolveu compartilhar da sua reflexão.

Percebendo a possibilidade com a ilusão de ótica, Rip voltou a olhar para a floresta como um todo, perdendo de vista aquela árvore na qual se concentrou. Ele então deixou sair as palavras, sabendo que Rep estava ali para ouví-las: “Quem vê a floresta não vê a árvore.”

Deu uma pausa, sabendo que já havia conseguido a atenção de Rep. Seu olhar encontrou novamente aquela árvore que parecida perdida no meio de todo o verde e completou: “Quem vê a floresta não vê a árvore”.

Ele estava orgulhoso. Já conhecia bem o provérbio. Não era de autoria dele, é claro. Mas se parabenizou silenciosamente de ter conseguido encontrar o local e o momento certo de fazê-lo valer e não perder essa oportunidade. Era sim dele, o mérito de capturar o momento e não deixá-lo escapar. Sabia, ou pelo menos, imaginava que Rep estava admirada com o quanto ele era sábio em saber usar tais palavras. Não, tinha certeza. Era o que passava pela sua cabeça.

Mas Rep não falou nada, ficava só olhando para a floresta sem dizer uma palavra. Parecia fingir que não tinha ouvido. Ele olhou para ela. “Não deve ter entendido o que isso significava”, pensou. Mas Rep não parava de olhar para a floresta. “Será que ainda estava refletindo sobre a profundidade daquilo que foi dito?“. “Talvez não tivesse ainda alcançado o qual amplo era aquele ditado...”. Não aguentou e perguntou: “O que está fazendo?”.

Rep Não parava de olhar. É claro que havia entendido. Mas ela ia mais além. Ela enxergava muito mais do que palavras feitas. Afinal, tinha opinião própria e muito bem formada. Rep não tirou os olhos de aonde estava olhando. Com simplicidade e se fazendo entender sem ter que se explicar, ela apenas disse: “Estou admirando aquela folhinha.”



THE LEAF



Google+ Badge